Natal na Creche Deus Vivo

Em dezembro, minha turma de gastronomia se organizou, orientada pela Profa. Tereza Braga, e montou uma festinha de Natal em uma creche pública de Lauro de Freitas (BA). A festinha foi super divertida, com direito a cupcakes confeitados pelas crianças e Papai Noel distribuindo presentes:

Eles montaram a Árvore de Natal

Confeitaram e comeram os mini-cupcakes

Receberam Papai Noel

Tereza Braga, nossa professora e a idealizadora da ação

Com os presentes

A turma da Faculdade com as crianças

 

Superando Frustrações

Hoje eu entreguei um bolo e a cliente não gostou. A encomenda era um bolo azul e amarelo, de dois andares (o de baixo de coco e o de cima de chocolate). Era para ser com o tema do Mickey. Ela tinha me pedido umas miniaturas, que, pelo preço que cobrei, avisei que não seriam comestíveis. O primeiro problema foi que a miniatura mais barata que eu encontrei custava R$ 20,00, valor que extrapolou o orçamento dela.

Após um dia inteiro procurando algo mais em conta (entre shoppings e Av. Sete), encontrei uma vela do Mickey que, finalmente, achei uma gracinha. Pronto. Problema resolvido, certo?

Errado.

A cliente foi bem taxativa: “o bolo esta feio. Não está colorido como eu pedi. Queria o bolo azul, amarelo e verde. E mais, uma vela é só uma vela. Não é decoração. Alias, o bolo não tem decoração nenhuma. Esta feio.”

Primeiro veio uma onda de frustração. Depois veio a lembrança da minha época de hotelaria, quando eu lidava com cliente frustrado (e quem já se frustrou como cliente). Consegui mediar a situação – assim espero.

Além de mediar a frustração da cliente e a minha, o meu maior desafio dessa encomenda foi não deixar meu ego tomar as rédeas da situação quando ela disse que o bolo estava feio. Para mim, o bolo ficou simples e lindo!

Assim que ela foi embora (levando o bolo, diga-se de passagem) pensei em escrever sobre o acontecido aqui no blog. Em seguida vieram duas vozes na minha consciência – minha mãe e minha irmã – perguntando se eu devia realmente escrever sobre isso.

Parei para pensar.

(…)

Bom, esse blog não é apenas um meio de divulgar meu trabalho, mas de dividir o que estou aprendendo enquanto estou aprendendo. Já escrevi sobre projetos que me inspiram e pessoas em quem me espelho, mas nunca sobre uma frustração.

E a gente sempre aprende mais com os erros do que com os acertos. Eu já mudei muita coisa e muita receita por causa de erros e isso é ótimo, porque minhas receitas estão sempre melhorando.

Então, o que eu aprendi com minha frustração?

Transparência é tudo! É muito importante deixar claro o que eu faço e o que eu não faço. Por exemplo, quando ela me mostrou a foto do bolo, em vez de ter dito “posso fazer algo deste tipo”, eu deveria ter dito “irei me inspirar no bolo, mas ele não ficará igual”.

Eu encaro meu trabalho como uma obra de arte – por mais clean que seja. É impossível você encomendar duas obras exatamente iguais de um mesmo artista. Imagina de artistas diferentes.

Outra coisa, eu trabalho com amor. Por mais clichê que possa parecer, cozinhar para mim é um ato de doação. Coloco meu melhor em cada bolo, cada doce, cada preparação. Minha intenção é não entregar apenas uma comida gostosa e bonita, mas cheia de boas energias. Então, quando a ouvir dizer “está feio”, minha vontade foi de partir o bolo e dar uma fatia para ela experimentar. Isso não ia fazê-la achar o bolo mais bonito, mas sempre achei que as pessoas podiam sentir o sabor da energia positiva na minha comida. Eu tenho certeza que, quando esse bolo for partido, ela vai mandar um pouquinho dessa energia positiva de volta para mim!

 

Para quem ficou curioso, aqui esta o bolo

 

 

Eu saí no Jornal A Tarde!

No jornal A Tarde de ontem, 11 de dezembro de 2011, domingo, saiu uma matéria, mais especificamente, no Caderno de Emprego. A matéria foi escrita por Thiago Guimarães e as fotos tiradas por Mila Cordeiro. Quer conferir? Abaixo, além da foto do jornal, segue a matéria na integra.

O espírito empreendedor pode aflorar em situações diversas e não são poucas as vezes em que ele ganha força nos momentos de dificuldade. Foi o caso da publicitária Juliana Moreira, 27, que, ao ser demitida do antigo emprego, começou a fazer cupcakes (minibolos) em casa, para vender enquanto o tempo ruim passava. O passatempo deu tão certo que virou negócio. Hoje, com menos de dois anos de mercado, Juli já planeja sair de casa, abrir o próprio espaço e se tornar uma microempresária.

“Primeiro veio o choque. O que é que vou fazer de minha vida?”, perguntava-se Juliana quando ficou desempregada, em maio de 2010, devido a uma reestruturação interna na rede de hotéis em que trabalhava. Passado o susto, Juli decidiu que precisava fazer algo enquanto buscava emprego. Foi então que surgiu a ideia dos minibolos.

Como já fazia cupcakes nos aniversários da família, a cozinha não era novidade, muito menos um sacrifício para a jovem apaixonada por culinária; e as vendas começaram. “Na época, só para amigos próximos e amigos deles”, lembra. Após um mês de pequenas encomendas, ela percebeu que poderia vender e divulgar seu produto para pessoas fora do circulo pessoal, por intermédio de uma novidade que ainda não havia chegado em Salvador: os sites de compras coletivas.

Vender e divulgar

A dica veio de um amigo, que vivia no Rio de Janeiro. No mesmo  mês, em julho de ano passado, Juliana entrou em contato com um representante que treinava os primeiros vendedores na Bahia e fechou anúncio. “Fiz uma oferta de 48 horas na primeira semana de atuação do site por aqui e vendi 400 kits, com seis cupcakes cada”, conta a empreendedora, que garante ter conseguido entregas para trabalhar por seis meses.

Como a intenção era divulgar o produto, Juliana criou a marca Eu Cupcake Você, para apresentar um nome ao novo público e optou por vender com preço menor que o do mercado, o que diz ter sido crucial para seu objetivo. “Queria que as pessoas soubesses quem eu era, e funcionou! Até hoje recebo ligações de clientes que me viram no site de compras coletivas”, conta.

No meio tempo, Juli intensificou a divulgação na internet com o blog (julimoreira.wordpress.com) e na rede social Facebook, onde postava fotos dos produtos e se conectava com novos clientes. Com as vendas e a divulgação indo de vento em popa, a formalização da empresa virou algo inevitável. “Estava recebendo encomendas de empresas e precisava emitir nota fiscal”, conta e empresária, que, no final de 2010, cadastrou-se como microempreendedora individual no Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).

A divulgação na internet, o preço competitivo e a qualidade foram os diferencias para o sucesso do produto

“Em Salvador, as modas acabam rápido”. Apesar de não ter em mãos uma pesquisa que indicasse isso, Juliana sempre acreditou nessa ideia. “Eu imaginava que iria continuar tendo encomendas com os cupcakes, mas sabia que as vendas iam reduzir, então, no inicio deste ano eu mudei o nome do blog para Patissaria Juli Moreira e, além dos cucpakes, comecei a trabalhar com bolos, trufas, cookies e, mais recentemente, até tortas salgadas”, diz. Foi também no inicio deste ano que Juliana ingressou na universidade de gastronomia, com o intuito de se capacitar e criar novos sabores. “Texto minhas receitas na universidade. Tenho colegas que são chefs e que me dão o ponto de vista deles como clientes exigentes que entendem de gastronomia”, conta.

Sobre a expansão do negócio, o supervisor da Central de Treinamento do Sebrae Bahia, Fabricio Barreto, acrescenta que o próximo passo deve ser a capacitação gerencial. “São três alicerces que seguram uma empresa, o operacional que ela já está buscando com a graduação; a parte comercial, que, pelo fato de ela ser publicitária, já tem alguma experiência na área, e o conhecimento gerencial-administrativo, que aconselho que ela busque. Não adianta ter um bom produto se não gerenciar bem a empresa”, explica. Hoje, com 14 receitas exclusivas e mais a possibilidade de inovar a pedido do cliente, Juliana acredita que chegou o momento de cresce ainda mais, pretende buscar o Sebrae para aixuliá-la nos próximos passos e já prepara novidades para 2012. “Pretendo criar algo que ainda não existe em Salvador”.

Dicas e lições da história da empresa
CORAGEM Iniciar um novo negócio não é tarefa fácil. É preciso ter coragem e persistir na empreitada.
PRECEPÇÃO Ter sensibilidade para perceber e aproveitar uma boa oportunidade quando ela aparece é uma ferramenta importante.
CAPACITAÇÃO Buscar uma especialização na área de produção é um ponto positivo, mas a capacitação na área gerencial e comercial também é essencial.
PESQUISA  A decisão de empreender deve vir pautada em uma pesquisa de mercado e viabilidade do negócio.
CORRER RISCOS Não dá para entrar em um negócio com medo de arriscar. O importante é tentar mensurar esses riscos.
PLANEJAMENTO Espinha dorsal de todo plano de negócios, o planejamento deve estabelecer metas que mirem nos objetivos maiores do negócio.

Um bolo para Harry Potter

Eu sempre me divirto com minhas encomendas, mas tem umas que realmente me empolgam! Há alguns meses, venho conversando com uma mãe que resolveu fazer o aniversário de seu filho com o tema Harry Potter… bom, eu sou Pottermaniaca, então imaginem como eu não me diverti com esse bolo:

Aí sugeri a minha cliente fazer uns pop cakes como se fossem os Pomos de Ouro, que Harry Potter tem que pegar quando joga Quadribol. Ainda bem que ela topou, porque eu amei a idéia!!!

Pomos de Ouro

Por dentro do pop cake...

E aí, vocês acham que a J.K. Rowling iria gostar? A cliente adorou (e eu também!)

Maçã com Nozes

Eva pode até ter sido expulsa do paraíso porque comeu do fruto proíbido, mas pelo menos a gente conheceu a maçã! Essa delícia aí em baixo é uma torta de maçã com nozes: três camadas de bolo branco, recheio duplo de doce de maçã e creme de nozes, coberta com mashmallow e maçã fatiada…

E ela vem em três tamanhos:
Pequena (24 cm)
Média (28 cm)
Grande (30 cm)

Quem quer?

Leonardo Da Vince dos Bolos

Sylvia Weinstock

 

A britânica Sylvia Weinstock é conhecida no mundo da confeitaria como a rainha dos bolos de casamento. Os americanos a chamam de Leonardo Da Vince dos bolos, os amantes de carros dizem que suas criações são o Rolls Royce dos bolos de casamento e eu digo que, quando crescer, quero ser igual a ela.

Entre seus clientes, estão Mariah Carey, Jennifer Lopez, Jane Fonda e Oprah. E seus bolos (pasmem!) podem chegar a custar até $ 10.000 dólares.  Também, não é para menos: além de fazer arte comestível, Sylvia Weinstock é uma lenda viva no mundo da confeitaria.

Sabe aqueles doces lindíssimos do filme Maria Antonieta? Pois bem, foi a Sylvia quem fez.

Cena do filme Maria Antonieta

 

Bolo de aniversário de Jennifer Lopez

 

Bolo de casamento com motivo Floral

 

É um bolo... você teria coragem de cortar?

 

Curso Tortas Luxuosas

Quinta-feira, 18/08, aconteceu no Ateliê Perini o curso de Tortas Luxuosas, ministrado pela proprietária da doceria Divino Doce, Isabella Curvello. Aprendi a fazer e decorar essas três tortas:

Fidalga

Torta de nozes com recheio de laranja. Um arraso!!!
 

Nobre

Torta de castanha com recheio de chocolate e cupuaçu. Nham!!!!
 

Condessa

Torta tradicional com 3 recheios diferentes: creme de vinho do porto, doce de damasco e doce de ameixa. Um escandalo!
 

Isabella e eu

 

Um bolo para Lampião

O pedido chegou assim: “É bolo de homem. Sem frescura”. O tema era Sertão e o cliente queria tudo de chocolate. Então, saiu esse bolo: três camadas de bolo de chocolate (a do meio com pedaços de chocolate), recheio duplo de brigadeiro, cobertura de chocolate meio amargo e uma decoração rústica e sem fru-fru.
O “tchan” do bolo é o chapéu, feito de chocolate meio amargo misturado com chocolate branco (daí o tom de couro), recheado com bolo trufado de brigadeiro com cachaça. Sem frescura, mas cheio de charme!